O SITE
O objetivo deste site é o de orientar o público leigo a respeito da área de atuação, função e aplicabilidade da neurologia e neurocirurgia funcional, por meio de suas intervenções em algumas das principais doenças que acometem a população.
PERFIL
Com mais de 30 anos de atuação profissional, dr. Claudio Fernandes Corrêa é graduado pela Faculdade Federal do Triângulo Mineiro e possui mestrado e doutorado em neurocirurgia pela Escola Paulista de Medicina.

Dor: Passado, Presente e Futuro

Segundo a IASP (International Association for the Study of Pain), a dor é uma experiência sensitiva e emocional desagradável, associada com lesão tecidual atual ou potencial. Ela afeta a maioria das pessoas ao longo de suas vidas, de forma aguda ou crônica, e quando contínua, de longo prazo, pode comprometer funções laborativas e sociais dos indivíduos, com consequências algumas vezes irreversíveis. Diante disso, a dor, que até então tem sido objeto de estudos científicos por anos para seu melhor entendimento e desenvolvimento de tratamentos que visem amenizar seus sintomas, parece agora vislumbrar outros horizontes. Você imagina como era o tratamento da dor no passado? E as perspectivas para o futuro? Será que a dor ainda será desafio para a medicina? Passado, presente e futuro do tratamento da dor No passado, a dor era traduzida como expressão de alguma agressão ou, ainda, no contexto teológico, como fonte de sofrimento e punição que deveria ser aceita como tal. Com o passar do tempo e os devidos esclarecimentos obtidos a respeito da biologia humana, suas doenças e as suas consequências no estado físico e emocional, a dor passou a ter um foco diferenciado de atenção para a sua contenção. Se antes ela era vista como uma consequência natural de alguma disfunção, acidente, destino, com a obtenção de novos conhecimentos médico-científicos foi possível contextualizar a sua existência como algo tão importante quanto à doença de base que a gerava e a permanente necessidade de cuidados especiais que, inclusive, ajudassem no tratamento desta. As perspectivas de cientistas para o futuro neste campo, preveem mais que a amenização ou cura da dor, mas fazer com que ela seja prevenida na maioria dos casos. Tendo como parâmetro a idade média, onde predominava os procedimentos ablativos (de corte) fomos evoluindo gradativamente. Um exemplo de técnica rudimentar era o uso da trepanação para o tratamento de dores de cabeça, e que consistia em fazer um furo no crânio do paciente com uma broca neurocirúrgica. Apesar de assustador e bastante invasivo, os médicos da época acreditavam que o procedimento ajudaria a aliviar a pressão que causava o quadro doloroso. Hoje, sabendo que existem mais de 150 tipos de dores de cabeça, com gatilhos de crise bem conhecidos, percebe-se o quanto evoluímos com o desenvolvimento de medicamentos inteligentes, orais e injetáveis, bem como com o apoio de procedimentos operatórios, além das terapias mentais e físicas para o seu alívio. Em um processo evolutivo, desde então, temos os procedimentos cirúrgicos cada vez menos invasivos. Do ponto de vista medicamentoso, o aprimoramento do manejo de opioides tem possibilitado mais qualidade de vida, e segurança, a pacientes crônicos e terminais. Neste contexto, bombas de infusão abastecidas periodicamente pelo médico têm se mostrado eficientes. Outro destaque é a neuroestimulação cerebral profunda, em que um eletrodo implantando em pontos estratégicos no cérebro do paciente ajuda a regular suas ondas cerebrais para o melhor controle da dor. Para o futuro tratamento da dor, alguns estudos apontam para linhas inovadoras, tais como: - Scanneamento de bebês para mapeamento do seu DNA, identificando a predisposição ao desenvolvimento de doenças futuras, e cujo tratamento seria o recorte destes genes. Esta técnica também é conhecida como Photoshop Genético e também poderá ser utilizada por casais que planejam ter filhos, com mapeamento e cruzamento prévio de seus próprios genes antes de engravidarem. - Diagnóstico Portátil: uma escova de dente, com dispositivos eletrônicos, poderá identificar vírus e bactérias antes mesmo de eles se manifestarem no organismo, tornando a profilaxia prévia do indivíduo. - Rejuvenescimento: doenças degenerativas típicas do envelhecimento e que são as maiores responsáveis pelas dores crônicas poderão ser melhor contidas com terapias de rejuvenescimento celular. Em resumo, ainda que não seja possível prever traumas, acidentes e alguns adventos agudos que geram a dor, a medicina se prepara para absorver melhor os casos em que ela seja previsível no médio e longo prazo, especialmente como consequência de doenças já conhecidas, e podendo antecipar e aperfeiçoar tratamentos antes de ela se instalar.


DOR
A dor tem sido objeto de estudos científicos no mundo todo, tornando-se um constante desafio para médicos e profissionais que lidam com o problema.